quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Klonoa: Door to Phantomile / Kaze no Klonoa

Klonoa é um dos mascotes criados pela Namco para dar uma nova cara a empresa na era 32-bits. Seus jogos já tiveram versões para PlayStation, PlayStation 2, Game Boy Advanced, Bandai Wonderswam e Nintendo Wii e alcançaram um sucesso significativo no Japão, já tendo chegado quase ao topo de vendas. Nesse post de hoje eu vou falar de dois jogos da série que eu já joguei e finalizei e com o tempo eu falarei dos outros jogos na medida que eu for terminando eles.



Klonoa: ~Door to Phantomile~/Klonoa (Namco (PSX)/Paon(Wii) - O primeiro jogo da série Klonoa foi lançado no dia 11 de Dezembro de 1997 no Japão e em 10 de Março de 1998 nos Estados Unidos no PlayStation e foi um dos primeiros do gênero de plataforma 2D que misturava a jogabilidade alguns planos em 3D.

Explicando melhor: a jogabilidade do jogo é 2D porém nem sempre você anda em linha reta, o próprio jogo rotaciona a câmera no cenário 3D sempre te mostrando na lateral. É o que eles chamam de "2,5D". Uma das principais caracteristicas do personagem que podem ser notadas já de cara na abertura do jogo é que ele veste um chapéu que tem bordado o personagem Pac Man, também criado pela Namco.

A história começa com a lenda da Terra de Phantomile, um misterioso lugar que é mantido pelos sonhos que as pessoas tem durante a noite. Como resultado, ninguém pode se lembrar bem dos sonhos que tiveram, mesmo que tenham tido um recentemente. Entretanto, um jovem menino-gato chamado Klonoa que vive na cidade de Breezegale com o seu avô tem tido sonhos sobre uma misteriosa embarcação voadora caindo perto da montanha e pode se lembrar de cada detalhe do sonho.

Um dia, uma embarcação realmente cai na montanha e então Klonoa e seu amigo, um espirito aprisionado em um anel chamado Huepow, decidem investigar. Depois de enfrentarem alguns inimigos eles chegam ao topo da montanha aonde eles acham 2 criaturas estranhas.

Eles ali ficam sabendo que o nome do líder dos inimigos se chama Ghadius e o seu comparsa, um pequeno servo chamado Joker, e que eles estão procurando por um pendante que contém alguns poderes mágicos. Eles sequestram uma mulher chamada Lephise e antes de retornar à vila, Klonoa e Huepow decidem ir atrás deles.

O jogo se passa no mundo de Phantomile, que é dividido em 5 localizações: Breezegale, A Vila do Vento; Jugpot, O Reino das Águas; Forlock, A Vila da Floresta; Coronia, O Templo do Sol e Cress, O Reino da Lua. Um jogo "curto" com apenas 14 estágios mas com bastantes desafios e alguns puzzles pra quebrar o gelo estão espalhados pelos estágios, assim como chefes de 2 em 2 estágios.

Klonoa tem algumas habilidades como flutuar no ar por alguns segundos graças a suas grandes orelhas e um botão de ataque que na verdade ele segura o inimigo na ponta da cabeça e usa-o como arma ou para alcançar lugares mais altos que não podem ser acessados com um salto normal.

Em 2008, foi lançado um remake para o Nintendo Wii aonde sofreram algumas mudanças no gráfico do jogo, que eram sprites 2D nos personagens e poligonal no cenário e no Wii utiliza-se Cel Shading para tudo, e as cenas em CG que foram substituidas por cutscenes devido ao excelente gráfico que eles conseguiram fazer no Wii.

Outra coisa nova no Wii é que alguns dialogos no PlayStation eram apenas letrinhas na caixa de texto que ficava embaixo da tela enquanto no Wii todas as cenas são faladas e dão a impressão de um quadrinho/mangá  já que aparecem os balões ao inves de legendas embaixo da tela.

Algumas imagens e videos das duas versões:

PlayStation:


Wii:




Video comparativo que mostra a diferença entre as duas versões:




Uma coisa que eu devo ressaltar aqui é que a história do jogo, embora eu não queira comentar muito dela pra não tirar a graça de quanto vocês forem jogar, ela me surpreendeu por ser um joguinho geralmente infantil que tem sempre a mesma história clichê e tal, mas garanto que o final do jogo vai surpreender a muitos.

2 anos depois do lançamento do jogo original no PlayStation, a Namco investiu novamente na série, dessa vez lançando um jogo em um console portátil.


Kaze no Klonoa: Moonlight Museum (Namco, Bandai WonderSwan) - Lançado em 20 de Maio de 1999 apenas no Japão, foi o segundo jogo da série Klonoa a ser lançado e o primeiro a ser lançado em um console portátil. Também é o primeiro jogo da série a ser inteiramente 2D, diferenciando do seu estilo que marcou sua entrada no PlayStation porém sem perder seu charme original.

Sendo uma continuação direta do jogo anterior, ele começa logo depois do primeiro jogo, com Klonoa e seu amigo Huepow se encontrando com uma pequena garota chorando que diz pra eles que a lua foi dividida em fragmentos e roubada por um misterioso grupo de aristas que residem perto do Moonlight Museum.

Determinado a ajudar, a dupla corre para o Museu e quando eles entram eles são recebidos pelo pintor chamado Picoo que os trancam dentro de uma de suas pinturas. Klonoa e Huepow tem que percorrer 5 mundos dentro do Museu achando uma maneira de sair dos quadros e salvar as 5 partes da lu a de volta ao céu.

A jogabilidade aqui é a mesma do jogo anterior, só com uma pequena novidade. Como o WonderSwan tinha 2 direcionais na parte esquerda do console, fazendo com que o jogador pudesse jogar com o portátil em pé ao invés de deitado, em algumas fases é necessário virar o console nessa posição pra joga-lo. Apenas essa diferença, ao inves de uma imagem widescreen você via mais tela pra cima do que pros lados.

Os 5 mundos do jogo são:

Mundo 1 - Quiet Hometown: Uma ensolarada e gramada cidade que Picoo criou para parecer com a cidade onde Klonoa foi criado, Breezegale.

Mundo 2 - Giant Fort: Um mundo que na verdade está dentro de uma estátua esculpida por Treffle. Klonoa e Huepow são engolidos por ela e devem achar a sua saída no seu labirinho sem fim.

Mundo 3 - Laughing Prison: Um mundo que consiste em Klonoa se aventurando por uma história em quadrinhos estranha desenhada por Koff.

Mundo 4 - Palace of Clouds: Um mundo dentro de uma camera mágica que pertence a Kaho que parece com um palácio encima das nuvens.

Mundo 5 - Selfish Museum: Um mundo que é citiado em um grande e sensivel museu que espera usar os sonhos para sua arte.

Mundo Extra: desbloqueado quando se termina o jogo, na verdade é apenas os 5 mundos repetidos com um nível de dificuldade maior. Termina-lo não vai abrir nada de novo ao jogo.


Algumas imagens e videos do jogo:





Mesmo com o jogo sendo em preto e branco e as capacidades limitadas do portátil da Bandai, você pode ver claramente que a Namco conseguiu fazer um ótimo jogo que não deve em nada aos outros da série.

Para aqueles que não conhecem, o Bandai WonderSwan foi um portátil lançado no começo de 1999 apenas no Japão e trazia um motor gráfico de 16 bits, portanto sua primeira versão era apenas monocromática, e no fim do mesmo ano a Bandai já havia lançado uma versão colorida do mesmo, porém os jogos sem cor não ganhavam cores no mesmo.

Uma imagem de cada versão do WonderSwan, tirando uma edição de luxo lançada em 2001 que vinha com uma tela de cristal de maior qualidade:


Monocromático

Color 


E por enquanto é isso. Sinto muito ter esquecido de fazer mais enquetes é que esses dias eu andei bem ocupado com umas coisas e simplismente esqueci. Mas elas voltaram não se preocupem. Semana que vem, pretendo fechar um post antigo que fiquei devendo dois jogos... Portanto aqueles que já acompanham vão saber quem qual jogo é, aos que não acompanham esperem semana que vem ou comecem a ler os posts antigos!

Uma outra novidade que venho dizer é que eu arrumei os posts de Donkey Kong para o formato "novo" aqui do blog, com capa dos jogos e videos com gameplay, vale a pena dar uma olhada se você perdeu ele também.

Bom, por hoje é só. Sigam-me os bons. \o\~~~~

Um comentário:

  1. lembro que eu vendi muito esse game na época do psx, isso ainda quando trabalhava com games, mas não tive oportunidade de jogar ele até zerar.

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